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O custo real

O preço você escolhe. O custo você descobre.

Material, instrumental diluído por uso, esterilização e o custo fixo rateado pela duração. Nenhum desses números é digitado: todos são consequência do que você já cadastrou.

Procedimentos · custo e margem
Tela de procedimentos mostrando ocupação real da cadeira no mês e, em cada procedimento, o custo com a agenda cheia e com a ocupação real.

Tela real do sistema.

A conta que quase ninguém faz

Custo fixo não se divide pela agenda que você declarou

A conta do rateio é uma divisão simples: despesas fixas do mês sobre minutos produtivos do mês. O numerador quase todo mundo acerta. O denominador é onde desanda, porque a maioria dos sistemas usa as horas da escala cadastrada, que é uma intenção, e não o que aconteceu. Quem abriu o consultório há oito meses declara oito horas e exerce duas, e nesse caso o custo por procedimento sai três a quatro vezes menor do que o real. Acontece com quase todo mundo que está começando. Por isso a tela mostra os dois números lado a lado: o da agenda cheia e o da ocupação que você teve, medida pelos atendimentos concluídos dos últimos três meses fechados.

Material pelo preço que você pagou

Média ponderada do que ainda está na prateleira, refeita a cada compra, consumo e descarte, e não o preço da última nota.

Instrumental diluído

Preço dividido pela durabilidade que você espera. O sistema mede a real pelos usos e quebras e mostra as duas lado a lado.

Esterilização por ciclo e por pacote

Água por ciclo, envelope e etiqueta por pacote. Sai do estoque e entra no custo do procedimento que abriu o pacote.

Tempo de cadeira

Custo fixo do mês por minuto produtivo, vezes a duração do procedimento. Os minutos saem da sua escala, sem multiplicar 4,35 na mão.

Despesa a cada N dias

Anuidade do conselho é anual, manutenção pode ser semestral. Tudo é convertido para o mês antes de ratear.

Brinde é custo

Escova, creme e kit saem do estoque e não voltam como receita. Aparecem separados na conta.

Margem ao lado do preço

Você vê quanto sobra antes de fechar o valor, e quanto isso muda quando a agenda enche.

Onde isso aparece

No atendimento, não só no relatório

Cada consulta fecha com o custo daquela sessão: o que saiu do estoque, o pacote que foi aberto, o brinde entregue e o tempo de cadeira. É o mesmo cálculo do procedimento, agora com o que aconteceu naquele dia.

Prontuário · atendimento
Aba de atendimento com o custo da sessão detalhado em material, brindes, esterilização, instrumental e tempo de cadeira.
A outra metade da conta

Custo sem receita ao lado é só metade da história

Saber que a restauração custa R$ 54,17 serve para formar preço. Saber quanto entrou no mês, quanto está em aberto e quanto venceu serve para pagar as contas, e as duas coisas moram na mesma tela. O recebimento é lançado por parcela, com a forma de pagamento, e a despesa recorrente entra uma vez e se repete. É daí que sai o custo fixo que o rateio usa: sem as despesas cadastradas, o custo do procedimento não aparece.

Financeiro · o mês
Tela do financeiro com o recebido no mês, o que está em aberto, o que venceu e a separação entre custo fixo e custo variável.

Tela real do sistema.

O custo fixo tem endereço

O aluguel desta sala está dentro da sua restauração

Aluguel, luz, internet, contador e alvará não somem porque a agenda esvaziou. Eles são divididos pelos minutos em que a cadeira esteve ocupada, e é por isso que o mesmo procedimento custa mais no mês fraco.

Nenhum custo é digitado à mão

Na maioria dos sistemas o custo do procedimento é um campo que alguém preenche. Ele nasce desatualizado, ninguém revisa, e seis meses depois a margem que aparece na tela não tem relação com a margem que aconteceu. Aqui o custo sai do que o sistema já sabe: o preço que você pagou na última compra de material, a durabilidade que você informou para o instrumental, o insumo que o ciclo da autoclave consumiu e as despesas fixas que você lançou. Se a resina subiu, a margem de todo procedimento que usa resina se refaz sozinha, e você fica sabendo pela tela, antes de ver no extrato.

Armário de materiais de consultório odontológico, com caixas e frascos organizados.
Perguntas

Sobre o cálculo do custo

Como se calcula o custo de um procedimento odontológico?

Somando quatro parcelas. 1) O material consumido, pelo preço que você pagou, média ponderada do estoque restante, não a última nota. 2) O instrumental, diluído: o preço dividido pela durabilidade esperada dá o custo por uso. 3) A esterilização: a água do ciclo mais o envelope e a etiqueta de cada pacote aberto. 4) O rateio do custo fixo: o total de despesas fixas do mês dividido pelos minutos produtivos, multiplicado pela duração do procedimento. A soma é o custo; o preço menos o custo é a margem.

Por que o mesmo procedimento tem dois custos diferentes na tela?

Porque o rateio do custo fixo depende de quanto a cadeira realmente trabalhou. Um valor usa a agenda cheia (a escala que você declarou) e o outro usa a ocupação real, medida pelos atendimentos concluídos nos últimos três meses fechados. Quem está começando costuma declarar oito horas e exercer duas, e nesse caso o custo calculado pela escala fica cerca de três vezes menor do que o real. É o número em que não dá para basear o preço.

Qual a diferença entre custo fixo e custo variável no consultório?

Custo fixo é o que você paga mesmo sem atender ninguém: aluguel, contador, internet, software, alvará. Custo variável é o que só existe quando há atendimento: anestésico, luva, resina, o envelope da autoclave, o brinde entregue. Os dois entram no custo do procedimento por caminhos diferentes: o variável, direto; o fixo, rateado pelo tempo de cadeira.

Preciso digitar quanto custa cada procedimento?

Não. Em boa parte dos sistemas o custo é um campo que a dentista preenche à mão, e por isso ele nasce desatualizado e quase nunca é revisto. Aqui ele é consequência: se o preço da resina subiu na última compra, o custo do procedimento que usa resina sobe junto, sem ninguém mexer em nada.

Como se calcula o custo por hora de um dentista?

Divide-se o custo fixo do mês pelos minutos produtivos do mês, e multiplica pela duração. O erro quase universal está no denominador: usar as horas da escala declarada em vez das horas em que a cadeira realmente trabalhou. Quem abriu há pouco costuma declarar oito horas e exercer duas, e nesse caso o custo por hora calculado sai três a quatro vezes menor do que o real. Material e anestésico não entram nesse numerador: eles só existem quando há atendimento, então vão direto no procedimento que os consumiu.

O que exatamente é custo fixo num consultório?

É o que você paga mesmo sem atender ninguém: aluguel, condomínio, IPTU, luz, água, internet, telefone, contador, software, alvará sanitário, anuidade do conselho, seguro, a parcela da cadeira e do raio-x, e o salário da auxiliar. Nem tudo é mensal, e por isso a despesa pode ser cadastrada como recorrente a cada N dias: a anuidade do CRO é anual, a manutenção do compressor pode ser semestral, e o sistema normaliza tudo para o mês antes de ratear.

E se eu não souber a duração de um procedimento?

Comece pelo tempo que você bloqueia na agenda, que é o que interessa para o rateio: o custo da cadeira é do tempo em que ela está ocupada, incluindo o preparo e a limpeza entre pacientes. Ajustar depois é um campo, e todo procedimento recalcula sozinho. O que não vale é deixar em branco, porque aí o rateio do custo fixo some e o custo aparece só com o material, o que dá um número bonito e falso.

Dá para ver quanto sobrou no fim do mês, não só por procedimento?

Dá. A mesma base alimenta a visão do mês: quanto entrou, quanto era custo fixo, quanto era custo variável e o que sobrou. É a conta que o extrato bancário não faz, porque no extrato a compra de material e o aluguel são a mesma coisa, uma saída, quando na verdade uma acompanha o movimento e a outra não.

Veja com os seus números

A entrada é por convite de quem já usa. Se você não conhece ninguém, conte o seu caso. Quem responde é quem faz o produto.

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